quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Amsterdão em comboio com crianças.

Ir de comboio da Alemanha até Amesterdão revelou-se muito prazeiroso, com tempo para ler, ver filmes, jogar, esticar as pernas, ir até ao vagão seguinte tomar um cappuccino e decidir que, embora de carro os custos com gasóleo e portagens ficasse o mesmo que os bilhetes (fomos em primeira classe), ter a cabeça livre de filas de trânsito, redução de velocidade por aproximação de obras ou simplesmente acidentes que nos obrigam sempre a mudar de percurso, viajar de comboio foi mesmo uma boa opção. Ainda para mais, Amesterdão é conhecida por ter parques de estacionamento escassos e muito caros.

À chegada, optámos por passar na loja "I Amsterdam" para comprar os bilhetes para andar de transportes e não comprámos o cartão "I Amsterdam", achei muito caro e não me pareceu compensar as entradas gratuitas em muita coisa que não nos interessava ver.

Logo ali na estação do eléctrico, esperávamos o número que nos levaria perto do hotel mas não tínhamos a certeza se estávamos do lado "certo", eis que uma portuguesa residente nos diz "Estão do lado certo, não se preocupem". Apanhei um susto, não estava nada à espera que de repente alguém local falasse em português. Começámos todos a rir, trocámos algumas palavras de agradecimento e o meu filho perguntou-me "Aqui na Holanda, as pessoas falam o português?" Nova risota e nova explicação.

Adorei Amesterdão e surpreendeu-me a sua movida, porque a idealizava uma cidade calminha. Os holandeses são muito simpáticos, falam todos inglês e ajudam-nos sempre que precisamos, seja na rua ou nos transportes públicos ou noutro sítio qualquer.

Talvez o que mais chocou foi perceber que as "vespas" andam no passeio das bicicletas e que é preciso um cuidado extra para não sermos atropelados por uma. A velocidade com que ciclistas e motoqueiros andam na faixa das bicicletas é impressionante e não devia ser permitido. Chega a ser assustador, porque olhamos para todo o lado e travessamos sempre o passeio e as passadeiras meio a correr.

O que visitar em Amesterdão com uma criança de 10 anos? Em abono da verdade, esta idade é excelente para ver a cidade e os seus museus e embora não pudéssemos ir ver as famosas "montras" de Amesterdão, vimos muitas outras coisas. Deixo algumas fotos com dicas.


Mercado Albert Cuypmarkt. Vende-se de tudo (até electrodomésticos!) e podem
comer a famosa bolacha holandesa "Stroopwaffel", acabadinha de fazer.

Fazer um passeio de barco era imprescindível, mas se voltasse a Amesterdão
iria repetir  a experiência mas num Barco mais pequeno e sem vidros.
Perde-se muito quando estamos ali enclausurados num barco de vidro.
É claro que nesse caso é mais caro e é preciso rezar para que não chova!


Os barcos-casa. Alguns são casas de habitação para viver ou alugar a turistas,
outros estão transformados em bares e restaurantes.


Um estacionamento apenas para bicicletas com quatro andares!
Muitos holandeses vêm de barco  para trabalharem e
deslocam-se na cidade de bicicleta.

Agradam-me as cidades cujo elemento e ligação à água é tão significativo.
Para além dos muitos canais e pontes, encontramos fontes muito bonitas. 

Vondelpark. É um parque muito grande com lagos, ideal para passear
ou simplesmente beber um café. Não me deslumbrou, até porque na Alemanha
vivo ao lado de um parecido. É muito parecido aos parques alemães e ingleses.
Ora muita chuvinha = muito verdinho, não é verdade?


O nosso filho delirou com a frase gigante "I amsterdam" em frente ao
Museu Rijksmuseum. Uma ideia muito simples e bem caçada, os turistas
 adoram posar e os putos, como o meu, vibram em saltar
(e assustar-nos) de letra em letra.

Museu Rijksmuseum. Gostei muito deste museu, com obras desde o Séc.XVI
até à actualidade. Houve um momento em que deixámos de ver o nosso filho
e quando o encontrámos estava sentado no chão a olhar para esta magnifica
obra "The Night Watch".

Dam. A praça central mais famosa de Amesterdão. 

Madame Tussauds Amsterdam.




Nemo. Um Museu interactivo que crianças e adultos adoram!
A não perder se tiverem pimpolhos.

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